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Maconha triturada em achocolatado é invenção em presídio de Santa Luzia




Encomenda para um detento chegou através do correio e, de consonância com a Sejusp, suspeitos dissolviam achocolatado na chuva para peneirar pó de maconha triturado; entenda porquê funciona o procedimento

Triturar maconha e misturá-la a um pó de achocolatado é a novidade estratégia de traficantes que tentam falsificar a segurança dos presídios em Minas Gerais para encaminhar drogas àqueles que estão custodiados nas unidades. A técnica refinada despertou a atenção de agentes penais do presídio de Santa Luzia na região metropolitana de Belo Horizonte que descobriram nessa terça-feira (28) maconha triturada e misturada em um pó de achocolatado guiado por familiares de um detento através do correio. O método habilidoso requer que o traficante dilua o pó misturado em chuva para em seguida peneirar a maconha e secá-la para consumo.

A estratégia usada pelos suspeitos acabou invenção depois que os policiais penais estranharam o possante cheiro de maconha exalado pelo achocolatado. Porquê familiares não podem mais entrar nas penitenciárias em função de medidas de segurança adotadas para combater a Covid-19, os kits preparados com provisões e cigarros passaram a ser encaminhados pelo correio – ou até mesmo por Sedex. Foi desta maneira que o pacote com maconha e chocolate em pó chegou até a unidade prisional de Santa Luzia. Entretanto, suspeitos não imaginavam que o resultado seria submetido a uma minuciosa revista.

Em um vídeo gravado no momento da consumição, o agente penitenciário esclarece porquê os policiais descobriram a droga misturada no achocolatado. “Ingressão de ilícito através do kit, diluído no achocolatado. Inicialmente normal, mas só que na hora do procedimento, equipe de plantão detectou um poderoso odor de maconha”, detalha. Ele mostra ainda que o achocolatado aparentemente não possui nenhum sinal de anormalidade, entretanto quando disposto em chuva acontece uma separação entre a droga e o chocolate em pó.

“A gente pega a substância cá e joga na chuva. Essa substância que fica em cima é a substância análoga à maconha, depois eles peneiram o achocolatado e deixam secar. As ervas sobem”, comenta o agente que narra a gravação e que não pode ser identificado a reverência do método de separação usado pelos suspeitos para retirar a droga do pó e conseguir usá-la.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) explicou por meio de nota que o saco com achocolatado foi guiado à Polícia Social de Minas Gerais (PCMG), que será responsável pela investigação criminal. Os familiares do detento que encaminharam o comida com maconha para o presídio ficarão com autorização de visitante suspensa por seis meses e não poderão enviar outros pertences pelo mesmo período de tempo. Os suspeitos que receberiam a droga já foram identificados segundo o órgão de segurança e podem suportar sanções administrativas.





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