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Falso médico que atendeu pacientes na Grande BH é liberado




A Polícia Social confirmou, nesta quarta-feira (12), que o varão que fingiu ser médico e atendeu pacientes de uma UPA em Santa Luzia, na Grande BH, vai esperar os desdobramentos da investigação em liberdade. O suspeito se passou por galeno universal por murado de duas horas e chegou a determinar pelo menos quatro pacientes na unidade de saúde. Lá, o varão que se identificou porquê Gabriel Valentim Cabral foi desvelado por outros funcionários e fugiu.

De entendimento com a corporação, o falso médico usou de astucia para enganar a equipe que trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento. Ele fingiu ser uma funcionária da prefeitura da cidade para reunir informações e chegar ao lugar. Antes de ir à UPA, o varão repassou o nome de uma médica com registro no recomendação e disse que iria substitui-la no último sábado (8), tudo isso fingindo ser colaboradora da gestão municipal. Depois, no dia do plantão da médica faltosa, voltou a vincular para a unidade informando que chegaria para substitui-la.

No dia do plantão, o suspeito chegou à UPA todo paramentado porquê médico e em seguida identificar-se na portaria foi recebido pelo coordenador da unidade, que o levou até um dos consultórios. Enfermeiras do lugar, no entanto, tiveram entrada a prescrições repassadas por ele e desconfiaram de que alguma coisa estava inexacto. Elas levaram as anotações para avaliação de outro médico que identificou inconsistências nas medicações receitadas pelo varão.

Ao ser confrontado, o suspeito fugiu da unidade de saúde. No entanto, apresentou-se à Polícia Social nesta quarta-feira (12). “Ele chegou à UPA todo paramentado, com jaleco bordado, selo de médico e se apresentou na portaria porquê doutor Gabriel”, explica a delegada responsável pelo caso, Adriana das Neves Rosa. “Os fatos ainda estão em apuração, mas ele pode ser responsabilizado por dois crimes, tirocínio ilícito da profissão de médico e usurpação de incumbência público. Por enquanto, ele está solto por ter se apresentado e por colaborar com as investigações”, explicou.

Ainda segundo a delegada, a responsabilidade da prefeitura sobre o ocorrido, já que não solicitou documentos do falso médico, e a possibilidade de que a ação do suspeito tenha prejudicado pacientes também são investigados. As pessoas que receberam atendimento do falso médico foram reavaliadas no mesmo dia, segundo informações obtidas pela polícia.

Por término, Adriana ainda disse que o falso médico tentou utilizar o golpe em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Pampulha, em Belo Horizonte, mas que não obteve sucesso. O varão mora na capital mineira e tem parentes em Santa Luzia. “Não vislumbro neste momento pedir um revista de sanidade mental. Ele se mostrou lúcido, repousado e muito consciente do que estava falando”, pontua a delegada.





Manadeira Notícia -> :Fonte Notícia

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